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A queda de um ex herói

18 Jan

De herói e aclamado por tudo e por todos… a maior vergonha do ciclismo e do desporto! Esta frase reflecte o meu esta de espírito depois desta entrevista, e é a minha opinião para esta ex lenda do ciclismo, sim ex, porque a partir de agora passou para mim a ser um mentiroso.

Sempre adorei ciclismo, não só praticar como ver algumas provas, como o Tour ou a volta a Portugal em bicicleta, estas são sempre as duas provas que costumo acompanhar. Por isso esta entrevista chocou-me um bocado, pois sempre acreditei na inocência de Lance. Estas minhas crenças foram evaporadas como água a 1000 graus numa panela!

Não foi preciso arrastar mais processos e mais investigações, Lance admitiu no programa da Oprah que usou doping para vencer os Tours, mas ele ainda esclarece “em todos os ciclistas do tour, talvez houvesse meia dúzia que não o fizesse, e esses são os heróis” não sei se esta declaração é verdade ou é com o intuito de terem pena/misericórdia ou para se desculpar pelo que fez pois todos faziam o mesmo, não sei, não quero fazer juízos sem ter conhecimento de causa, mas a verdade é que quase todos os anos no Tour ouvimos falar em casos de doping.

Não fui ciclista profissional nem sei como se vivem as épocas bem como a pressão a que cada ciclista é submetido, acredito que é muita, pois o que está por trás de um ciclista é enorme, gigante e tem um valor colossal, então num ciclista como o Lance, este “background” era infinitamente monstruoso.

Para finalizar aproveito para partilhar um pequeno excerto da declaração de Vitor Gamito no Facebook “Infelizmente a nossa sociedade alimenta-se de falsas vitórias, e podem ter a certeza que não é pelo facto de um SENHOR de nome Lance Armstrong ter confessado que recorreu a práticas ilicitas para alcançar os seus objectivos, que estas falsas vitórias irão terminar. E o mais grave é que o desporto é apenas o espelho da nossa sociedade que está minada de falsos moralismos!”… “cumpriu o seu dever, encheu os bolsos a muitas marcas, levou milhões de pessoas à estrada (e TV), contribuiu para o bem estar de milhões de pessoas doentes com cancro. A Fundação Livestrong está de boa saúde e deve TUDO a ele.
Cometeu erros, pois foi, e agora está a pagar por eles.”

Partilho com vocês a entrevista bem como um copy paste que fiz do record com as frases mais marcantes da entrevista.

“Na minha opinião, não teria sido possível ganhar por sete vezes o Tour sem recorrer a substâncias dopantes”.

“Dopar-me fazia parte do trabalho”.

“Tomei as minhas opções, o erro é meu”.

“O meu cocktail era EPO, transfusões sanguíneas e testosterona. Não tinha acesso a nada que os outros não tivessem”.

“No início da minha carreira, tomava cortisona, depois a geração EPO começou. Iniciei-me na EPO em meados dos anos 90”.

“Não vou dizer o nome de ninguém. Eram 200 ciclistas (no pelotão da Volta a França), haveria certamente alguns que não se dopavam”.

“Porquê agora? Essa é a melhor pergunta, a mais lógica. Não tenho uma boa resposta. É demasiado tarde (para admitir ter-me dopado), provavelmente para a grande maioria das pessoas, e a culpa é minha. Esta situação é uma grande mentira, que repeti inúmeras vezes”.

“Estava habituado a controlar tudo na minha vida, especialmente no que toca ao desporto. Agora a história é tão má, tão tóxica, e grande parte é verdade”.

“Era uma história perfeita e não era verdade”.

“Eu não inventei a cultura (do doping), mas não tentei pará-la. Agora a modalidade está a pagar por isso e eu lamento”.

“Eram tempos competitivos. Éramos todos homens adultos, fazíamos as nossas escolhas. Houve pessoas na equipa que optaram por não o fazer”.

“Havia um grande nível de exigência (na US Postal). Esperávamos que os rapazes estivessem em forma, fortes, para desempenharem as suas funções. Neste momento não sou o tipo mais credível, mas nunca fiz isso (pressionei colegas para usarem doping)”.

“Não sentia estar a fazer nada errado. (Sentia que estava a fazer batota?]. Não. Olhava para a definição de batota e não via o que estava a fazer como isso. Via como um meio de jogar ao mesmo nível dos outros”.

“Era assustador”.

“Nunca fui apanhado, porque o meu organismo estava limpo durante a competição”.

“Sinto-me mais feliz agora do que naquela altura. Mais feliz hoje do que ontem”.

“Não percebia a magnitude das minhas ações. O importante é que agora começo a entender. Vejo a revolta nas pessoas. A sensação de traição… está tudo lá. Eram pessoas que me apoiavam, acreditavam em mim e, por isso, têm todo o direito de se sentir traídas. Terei de pedir desculpa a essas pessoas toda a minha vida [referindo-se a antigos colegas e respetivos familiares que ameaçou, difamou e processou]”.

“Nunca houve um controlo positivo [na Volta à Suíça em 2001], nunca houve um encontro secreto com o diretor do laboratório de Lausana, nem nenhum pagamento à União Ciclista Internacional”.

“Assumi que as histórias continuariam por muito tempo. Só estamos sentados aqui porque houve uma investigação federal que decorreu durante dois anos. Todos os envolvidos na história foram chamadas, depuseram. Havia um homem com uma arma e um distintivo e as consequências eram sérias”.

“Amo o ciclismo. Amo mesmo. E dizer isso pode parecer… as pessoas dizem que desrespeitei o Tour, a cor amarela, a modalidade, a camisola. É verdade. Abusei do meu poder e desrespeitei as regras. Foi uma escolha minha. Não tenho moral para dizer ‘vamos limpar o ciclismo'”.

 

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